Pesagem do bezerro: o dado que a pecuária de cria ainda tem a ganhar

Em 2025, 54,1% das propriedades avaliadas pelo Circuito Cria ainda não pesavam os bezerros ao nascer, segundo levantamento do projeto. Contenção segura, identificação individual e sistemas de pesagem reduzem o esforço operacional e abrem caminho para acompanhar o desempenho animal desde o nascimento.

O peso ao nascimento é uma das primeiras informações zootécnicas disponíveis sobre o bezerro e, somado a outros indicadores, contribui para o acompanhamento da genética, do desempenho das matrizes e do desenvolvimento dos bovinos.

Na maior parte dos casos, a lacuna não decorre de desconhecimento técnico. “Muitas vezes, isso não ocorre por falta de entendimento da importância do indicador, mas por dificuldades operacionais relacionadas à infraestrutura, logística e mão de obra”, avalia Raphael Poiani, técnico comercial da Coimma. A falta desse registro na maioria das propriedades de cria gera um efeito limitante na base de informação disponível no setor pecuário como um todo, o que faz diferença na hora da tomada de decisão do produtor.

Estrutura do curral interfere na eficiência do manejo

A eficiência do curral impacta diretamente os indicadores produtivos da fazenda. Os gargalos de manejo raramente estão restritos à mão de obra ou à técnica empregada. Com frequência, têm origem na infraestrutura. Um curral inadequado aumenta o tempo de processamento dos lotes, eleva o estresse bovino, reduz a qualidade das informações coletadas e pode comprometer a execução dos protocolos sanitários e reprodutivos.

O efeito é particularmente relevante na cria, fase com grande número de manejos ao longo do ano. Procedimentos como Inseminação Artificial em Tempo Fixo. Diagnóstico de gestação, vacinação, vermifugação, identificação e pesagem exigem precisão e repetibilidade. Quando a contenção é inadequada, aumentam os riscos de acidentes, o tempo por bovino manejado e os níveis de estresse do rebanho. Em protocolos reprodutivos, a organização do manejo e a redução do estresse contribuem para a execução correta das atividades dentro das janelas planejadas.

Há também o componente de fluxo operacional. Corredores, bretes e troncos dimensionados adequadamente elevam a capacidade de processamento de animais por hora, reduzem o tempo de permanência dos lotes no curral e otimizam o uso da equipe.

Quando a infraestrutura vira um gargalo

O ponto de virada ocorre quando a infraestrutura passa a limitar a execução adequada dos manejos. “Se a estrutura dificulta a vacinação, compromete a identificação dos animais, inviabiliza pesagens periódicas ou aumenta excessivamente a demanda por mão de obra, ela começa a gerar perdas que muitas vezes não são percebidas diretamente no caixa”, explica Raphael Poiani.

Uma estrutura adequada dá suporte à realização dos manejos e à coleta de informações importantes para acompanhar indicadores como taxa de prenhez, taxa de desmama e ganho de peso. Soma-se a isso a escassez crescente de mão de obra qualificada no campo: estruturas mais eficientes permitem que equipes menores executem manejos mais complexos com maior segurança e menor desgaste físico.

A adoção de equipamentos que integrem contenção eficiente, identificação individual e pesagem eletrônica reduz essas barreiras. O que antes era percebido como atividade adicional passa a ser incorporado naturalmente à rotina. Nesse arranjo, o curral deixa de ser apenas um local de manejo e passa a funcionar como ponto estratégico de coleta de dados, contribuindo para a geração de informações utilizadas na gestão da atividade.

Com atuação voltada às diferentes realidades da pecuária, a Coimma, parceira do Circuito Cria, desenvolve equipamentos e soluções para manejo de bovinos com foco em três pilares: bem-estar animal, segurança operacional e eficiência de manejo. Os produtos são projetados para viabilizar fluxos mais racionais de movimentação animal, reduzir pontos de contenção excessiva e permitir a integração de tecnologias de gestão, como balanças eletrônicas e sistemas de identificação.


Realização:

Scot Consultoria 

Agência responsável:

Bela Magrela

Assessoria de imprensa: Bela Magrela Assessoria e Publicidade

(17) 3342-1195 | Rua Coronel Conrado Caldeira, 578 – Centro – Bebedouro/SP

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